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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Dica da Semana: Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet


É numa Londres do século XIX que nossa indicação da semana se passa. É uma Londres - como devemos saber das aulas de história - extremamente suja, o que é possível observar logo nos primeiros minutos do filme. Sweeney Todd é um filme de 2007, dirigido por nosso saudoso Tim Burton, e é a oitava adaptação de um musical da Broadway de 1979. O filme é ganhador do Oscar de 2008 de Melhor Direção e Arte.
Podemos concluir que se trata de um filme com Johny Depp e Helena Bonham Carter, parceiros de muitos filmes de Burton. Para os fãs de Harry Potter é divertido ver Helena (interpretando Sra. Lovett), Allan Rickman (que interpreta o Juiz Turpin) e Timothy Spall (como Beadle Bamford, que serve o juiz Turpin) e imaginar que eles saíram das páginas da série e foram seguir alguma obrigação de Lord Voldemort, porém, a atuação deles é ótima e você logo, logo, esquece essa ideia.
Além disso, o cenário é perfeitamente impecável, as músicas são muito bem trabalhadas, assim como as cenas. Deixo claro que, apesar de algumas críticas negativas, o efeito exacerbado do sangue é algo proposital. Por fim, deixo para vocês o julgamento do merecimento do Oscar.
Segue abaixo a sinopse (não sei se oficial):
"Benjamin Barker (Johnny Depp) passou 15 anos afastado de Londres, após ser obrigado a deixar sua esposa e sua filha. Ele retorna à cidade ávido por vingança, agora usando a alcunha de Sweeney Todd. Logo ele decide ir à sua antiga barbearia, agora transformada em uma loja de fachada para vender as tortas feitas pela sra. Lovett (Helena Bonham Carter). Com o apoio dela Todd volta a trabalhar como barbeiro, numa sala acima da loja. Porém o grande objetivo de Todd é se vingar do juiz Turpin (Alan Rickman), que o enviou para a Austrália sob falsas acusações para que pudesse roubar sua mulher Lucy (Laura Michelle Kelly) e sua filha."

Desde já, super recomendo esse filme para qualquer um que queira se distrair de forma agradável :) 
Sem mais delongas, o trailer está anexado logo abaixo.


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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Dica da Semana: Sociedade dos Poetas Mortos








Sociedade dos Poetas Mortos









Lançamento: 28 de fevereiro de 1990 
Direção: Peter Weir
Com: Robin Williams, Ethan Hawke, Robert Sean Leonard 
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidade: EUA








“Fecho meus olhos. Uma imagem flutua ao meu lado.Um louco dentuço suado com um olhar que golpeia meu cérebro. As mãos dele me estrangulam. E ele está balbuciando algo. Balbuciando ‘a verdade’. A verdade que é como um cobertor que sempre deixa seus pés com frio. Você empurra, estica, nunca há suficiente. Você chuta, bate, nunca nos cobrirá. Desde que chegamos chorando até partirmos mortos. Só cobrirá seu rosto, enquanto você berra, chora e grita.”


O, Capitão!, meu Capitão! Quero deixar claro que eu sou a pessoa mais suspeita possível para falar sobre esse filme. É, sem sombra de dúvida, o filme que mais me toca. É, também, provavelmente, o tipo de filme que motiva os professores a continuarem ganhando pouco.

Pois é. Porque ensinar a contar sílabas qualquer um pode fazer, mas não é todo professor capaz de ensinar a pessoa a sugar todo o tutano da vida.

E é isso que o professor Keating, o novo professor de Literatura da tradicional escola Welton Academy, faz com os seus alunos. Ele apresenta a poesia de uma forma plena e inspiradora, ele dá vida às palavras e mostra que poesia é mais que métrica e rimas ricas. Poesia é o que captura a essência da alma humana – e mais! é o que torna bela a existência, o que dá sentido ao fato de que estamos aqui.




Aí que ele apresenta aos meninos (na escola só estudavam meninos) a Sociedade dos Poetas Mortos, que era um grupo que ele tinha nos tempos em que estudava na Welton Academy. Nesse grupo as pessoas envolvidas se reuniam para recitar poesias, sejam elas de outros escritores ou de autoria própria.


“Não lemos e escrevemos poesia porque é bonitinho. Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da raça humana e a raça humana está repleta de paixão. E medicina, advocacia, administração e engenharia, são objetivos nobres e necessários para manter-se vivo. Mas a poesia, beleza, romance, amor... é para isso que vivemos.”


Só posso dizer que é lindo. É lindo até mesmo eles recitando as próprias poesias, que são poesias imaturas de adolescentes falando bobagens de amor. Isso porque eles aprenderam muito bem a lição do professor Keating, eles aprenderam a ler com a alma, a sentir a poesia, a sugar todo o tutano da vida, a aproveitar o dia.

Carpe diem. Aproveitem o dia, garotos. Façam suas vidas serem extraordinárias.

E é isso. Foi isso o que o filme me passou, a vontade de viver em profundidade e sugar todo o tutano da vida. É uma história incrível e eu recomendo a todos. Não é desses filmes que você assiste uma vez e em uma semana já esqueceu. A Sociedade dos Poetas Mortos é marcante e traz muitas reflexões a respeito do que fazemos com as nossas vidas.



terça-feira, 30 de julho de 2013

Dica da Semana: Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos (2010)



"Toda vez que eu ando em Ipanema, pareço escutar Tom Jobim. Sempre me senti como o personagem chato dessa música "eu não gosto de chuva, não gosto de sol, não gosto de porra nenhuma...". Minha vida tava numa merda de dar gosto. Eu me sentia o mais infeliz dos idiotas, mas a vida sabe ser irônica às vezes."


SINOPSE: 

Zeca (Caio Blat) é um escritor de 30 anos que, por não conseguir escrever, está no mais completo ócio. Ele é casado há cinco anos com Júlia (Maria Ribeiro), uma professora que sonha em fazer um curso em Paris. Um dia ele vê Júlia e uma amiga entrando em sua casa. Zeca consegue espioná-las através da janela e, ao vê-las apenas com roupas íntimas, passa a acreditar que Júlia o está traindo com uma mulher. A ideia não sai de sua cabeça, mas ele nada conta a ela. Quando Júlia se aproxima de uma de suas alunas, Carol (Luz Cipriota), Zeca passa a desconfiar que elas sejam amantes. Só que o ciúme aos poucos se transforma em desejo e Zeca se apaixona por Carol. 

TRAILER: 


 
 

O filme dirigido por Paulo Halm é uma obra ímpar no cenário brasileiro. É aquele filme que você não desgruda os olhos da tela enquanto não subir os créditos porque tem uma leveza, um realismo crível. Os diálogos, as cenas, tudo se completa para formar uma cenário dramático impressionante! Com uma trama repleta de reviravoltas, personagens complexos, intrigantes e dramáticos (principalmente Zeca, interpretado belamente por Caio Blat), o filme dialoga com o espectador. É filme maravilhoso, intimista, melancólico, denso, profundo, coeso, questionador e extremamente provocador (abordando dos conflitos existenciais ao drama sexual), tendo apenas um defeito: durar apenas 90 minutos. (:

terça-feira, 23 de julho de 2013

Dica da Semana: Truque de Mestre (Now You See Me)


“Chegue perto. Porque quanto mais você acha que vê, mais fácil será enganá-lo.”

O filme da Dica da Semana dessa vez não tem nada de especial. Ou talvez tenha, já que fala de magia, ou melhor, de ilusionismo. Trata-se de um daqueles filmes que você sabe que tem tudo para ser ruim, mas não é. Os efeitos especiais, sinto em dizer, estão longe de serem os melhores que já vimos. E as reviravoltas podem muito bem ser descritas como previsíveis. Assim mesmo, achei por bem indica-lo. Sua linguagem é simples e de fácil compreensão, mas não deixa de ser inteligente. Não é um filme para quem quer chorar e se apaixonar pela história. É um filme pra quem só quer sentar e viajar pra outro mundo por tempo suficiente para relaxar, mas que ao mesmo tempo trás uma pequena lição para nossas vidas.

Sinopse:*

Daniel Atlas (Jesse Eisenberg) é o carismático líder do grupo de ilusionistas chamado 'The Four Horsemen'. O que poucos sabem é que, enquanto encanta o público com suas mágicas sob o palco, o grupo também rouba bancos em outro continente e ainda por cima distribui a quantia roubada nas contas dos próprios espectadores. Estes crimes fazem com que o agente do FBI Dylan Hobbs (Mark Ruffalo) esteja determinado a capturá-los de qualquer jeito, ainda mais após o grupo anunciar que em breve fará seu assalto mais audacioso. Para tanto ele conta com a ajuda de Alma Vargas (Mélanie Laurent), uma detetive da Interpol, e também de Thaddeus Bradley (Morgan Freeman), um veterano desmistificador de mágicos que insiste que os assaltos são realizados a partir de disfarces e jogos envolvendo vídeos.

Trailer:



Ficha Técnica:

Título: Truque de Mestre (Now You See Me)
Elenco: Jesse Eisenberg, Mark Ruffalo, Isla Fisher, Morgan Freeman, Michael Caine, Woody Harrelson, Alex Kruz, Chris Browning, Common, Dave Franco, Elias Koteas, Han Soto, Mélanie Laurent.
Direção: Louis Leterrier
Gênero:  Suspense
Duração: 115 min.
Distribuidora: Paris Filmes
Orçamento: US$ 70milhões


*Eu não acho a sinopse muito boa, mas se decidirem assistir verão com os próprios olhos e nada é melhor do que isso.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Dica da Semana: Olga (2004)


O filme da "Dica da semana" de hoje, Olga (2004, direção de Jayme Monjardim e roteiro de Rita Buzzar), baseado na obra de Fernando Morais, é uma das maiores produções brasileiras até hoje. Relata a história de Olga Benário, judia e comunista, uma alemã que se apaixona pelo brasileiro Luís Carlos Prestes e acaba sendo levada grávida para o campo de concentração de Ravensbrück. 

SINOPSE:
"Berlim, início do século XX. Olga Benário (Camila Morgado) é uma jovem judia alemã. Militante comunista, é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde recebe treinamento militar e é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) de volta ao Brasil. Na viagem, enquanto planejam a Intentona Comunista contra o presidente Getúlio Vargas, os dois acabam apaixonando-se. Parceiros na vida e na política, Olga e Prestes terão de lutar pelo amor, pelo comunismo e, principalmente, pela sobrevivência."

TRAILER:

terça-feira, 9 de julho de 2013

Dica da Semana: Beleza Americana (1999)

Faço questão de vos apresentar nesta terça-feira úmida, a mais nova coluna da Decay, cuja a ideia é indicar filmes, seriados, livros, CDs e etc para os nosso leitores.

"Foi quando entendi que havia essa vida toda por trás das coisas, e essa incrível força benevolente, que dizia pra eu não ter medo. As vezes eu sinto que há tanta beleza no mundo, e eu não posso resistir. E meu coração parece que vai sucumbir."


O filme que abrirá com chave de ouro a nossa coluna é Beleza Americana (American Beauty, 1999, direção de Sam Mendes e roteiro de Alan Ball), um filme norte-americano que junta, harmonicamente, tudo de mais delicioso que existe: atuações marcantes, enredo inteligente, milhares de críticas sociais e um personagem fracassado muito divertido. Não tinha como não dar certo, e não demorou muito para que ele se tornasse um dos meus filmes favoritos de todos os tempos.

SINOPSE:
“Lester Burham (Kevin Spacey) não aguenta mais o emprego e se sente impotente perante sua vida. Casado com Carolyn (Annette Bening) e pai da "aborrecente" Jane (Tora Birch), o melhor momento de seu dia quando se masturba no chuveiro. Até que conhece Angela Hayes (Mena Suvari), amiga de Jane. Encantado com sua beleza e disposto a dar a volta por cima, Lester pede demissão e começa a reconstruir sua vida, com a ajuda de seu vizinho Ricky (Wes Bentley).”

A sinopse por si só já parece convidativa, mas não explana nem a metade da história do filme. A fotografia dispensa comentários: além de ter recebido o Oscar em 2000 nesse quesito, é um show a parte. É realmente interessante ver como a parte visual do filme ajuda à construir a mensagem simbólica: muitas pétalas de rosa são observadas durante as 2 horas, consolidado uma marca. A trilha sonora é adorável, mas não é propriamente um destaque.

Não é a minha intenção criar interpretações, mas em Beleza Americana, vários dramas sociais e familiares são abordados: virgindade, sexualidade, drogas e dominação financeira. Enfim, é um prato cheio, com doses cavalares de humor negro, uma pitada de drama para fazer chorar e muita reflexão. Mais do que recomendado.

TRAILER: