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sexta-feira, 14 de junho de 2013

"Vem pra rua, porque a rua é a maior arquibancada do Brasil!"


O que temos a dizer hoje é algo objetivo, sem rodeios, sem poesia - embora haja poesia no contexto da situação.

Através desta, nós, d'A Decadência do Anjo, manifestamos o nosso apoio às manifestações ocorridas em São Paulo, no Rio de Janeiro e outras cidades. Nossa poesia irrompe do cotidiano, é movida por pessoas. Pessoas que estão nas ruas. Pessoas que estão mudando o Brasil. Os "vagabundos" (na visão idiotizada daqueles que se deixam levar pela mídia) que estão lá - "depredando, vandalizando", coisas que deveriam ser atribuídas ao governo - estão dando aulas de cidadania! Nós também somos essas pessoas. 


Nossa ética baseia-se nos Direitos Humanos que nos foram ensinados em sala de aula. Mas nossas regras passam por cima de todo e qualquer autoritarismo; não somos conformados com o mundo, é nosso anseio uma revolução que acabe com essa palhaçada atual: todo esse estado de declínio dos homens, o povo relegado à miséria enquanto o Governo se chafurda nos cofres públicos sem a menor pena.

Repudiamos não as ações dos manifestantes, mas sim da Polícia Militar, que irrompe no cenário trazendo a violência ao manifesto. Repudiamos e sentimos asco pelos políticos que se escondem atrás das forças policiais; desprezamos aqueles que se refugiam em Paris, à sombra de Eiffel, saboreando croissants enquanto seu povo padece ao gosto de gás lacrimogêneo, spray de pimenta, bombas de efeito moral e de sobremesa, balas de borracha a torto e a direito.


É lindo vermos uma movimentação desse tipo! Há tempos que não temos nada parecido. Desde as Diretas Já; a insurreição do povo contra o estado atual deplorável do governo! O Brasil finalmente está acordando do fardo que nos é imputado desde o nosso hino: 
"Deitado eternamente em berço esplêndido"



Por isso, oferecemos nosso apoio. Resistam! Permaneçam na batalha pelos direitos nossos! Estamos nessa luta também e esperamos que esse movimento se espalhe por todo o Brasil, que não acabe até que o Estado corrupto morra! Aguardamos ruas mais cheias do que arquibancadas, até porque a rua é a maior arquibancada do Brasil! 


A Decadência do Anjo.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Carta sobre o silêncio endereçada àqueles que não sabem o que falar.




“O que quer o povo afinal? O povo é um caos sumptuoso. Quer cantar? Dançar? Trabalhar? Comer? Beber? Dormir? Copular? Sim, isso tudo, e mais? (...) São bifes do lombo em molho de natas? (...) Talvez, um inverno menos branco? (...) Porventura, um céu com amoras? Ou cavalos que mijem vinho? (...) Vou dizer-vos o que o que o povo quer? Meus amigos e minhas amigas... O Povo... Quer... O Povo... Quer... (pausa prolongada)... Eles não sabem. É isso mesmo: ELES-NÃO-SABEM.”
(Um Piano Para Cavalos Altos – Sandro William Junqueira)

As pessoas permanecem em silencio porque não sabe o que dizer.

As pessoas estão insatisfeitas. Em todos os lugares, em todas as classes sociais, em todas as idades, as pessoas estão insatisfeitas. Elas sentem que algo está errado. Elas olham para o mundo, para a sociedade, e veem que tem algo errado ali. Que algo tem que mudar. Que o mundo tem que mudar. Em algum momento da vida, elas vão perceber que obedecem a padrões, que devem estudar, que devem ter um bom emprego, que devem seguir a moda; vão perceber que precisam fazer isso para se alimentar, para alimentar suas famílias, seu animais de estimações, alimentar seus vícios, suas vaidades, seus medos... Perceber que não são livres. Que estão sempre com algo faminto dentro de si que deve ser alimentado. Que são escravos dos monstros insaciáveis que são elas mesmas.

Mas pergunte a essas pessoas que sabem que algo está errado: qual é o problema? Qual é o grande problema? O que faz com que o mundo seja desse jeito? Por que as coisas são assim?

Elas não sabem.

Tem uma coisa que faz parte do ser humano, que é a busca por respostas. E as respostas estão em todo lugar. Em tudo o que está explícito, há respostas. Na religião, o que está errado é o diabo. Na família, o que está errado é o comportamento do filho. Na escola, o que está errado são as notas. O trabalho, o chefe. Na sociedade, a corrupção. Na natureza, o aquecimento global. Esses são os problemas que todos enxergam, esses são os problemas que são apresentados às pessoas. E todas essas respostas são superficiais. Elas servem para deixar as pessoas ocupadas.

Não se enganem: há sempre um problema colocado à frente das pessoas para que elas se ocupem e não tenham tempo para procurar a resposta do “o que está errado?

Para os religiosos, todos devem rezar para formar um mundo melhor, e eles estão fazendo sua parte. Para os ativistas políticos, todos devem lutar para o governo ser mais honesto, e eles estão fazendo sua parte. Para os ambientalistas, é preciso que todos cuidem do meio ambiente, e eles estão fazendo sua parte. Todos eles creem que estão fazendo a sua parte. Acontece que fazer a sua parte não existe. Captem isso: FAZER A SUA PARTE É UMA ILUSÃO!

A sociedade está fragmentada em grupos. E são muitos grupos. Religiões, tribos urbanas, gerações, classes sociais, preferências políticas... As pessoas estão divididas. Cada uma acredita em uma coisa. E então quando você pensa: “Vou fechar a torneira enquanto escovo os dentes. Todos devem fazer isso. Se cada um fizer isso, o mundo será mudado. Eu estou fazendo a minha parte.”, você está fazendo o que você acredita, mas não existe essa história de se cada um fizer isso, porque as pessoas não vão fazer. E, mesmo se fizerem, o mundo não vai mudar. E sabe por quê?

Porque as pessoas estão divididas. Porque não há uma única ideologia vigente em nossa sociedade ocidental capaz de unir todas as pessoas do mundo em prol de uma única causa. Nem mesmo o cristianismo é tão forte. Nenhum partido político convence a todos. Há sempre quem vai criticar isso.
Então, o que está errado? O que está errado no mundo? Que direito eu teria de dizer que o que está errado são as pessoas?

Não é. As pessoas continuam não sabendo o que está errado. As pessoas não tem culpa.

O povo é instável demais para fixar-se em algo, fragmentado demais para unir forças em prol de uma causa.

O povo está perdido.

E quem o encontrou foi o capitalismo, que dividiu o povo em pequenos grupos que não sabe o que quer, e deu a cada grupo uma causa fútil pela qual lutar. Sim, fútil. Todas as causas são fúteis.

As pessoas sabem disso. Elas sabem que não mudarão o mundo e se conformam com isso. Contanto que possam mudar de vida, tudo bem. Tudo bem.

Tudo bem?

Não.

Não é para todo mundo que está tudo bem. Há quem queira mudar o mudo. E para essas pessoas que querem mudar o mundo, também há ilusões, também há problemas que lhes são apresentados. E que são absorvidos por eles. Causas falsas pelas quais lutar.

Como o Mensalão, por exemplo. Ou as inumeráveis campanhas contra a Rede Globo. Ou as campanhas contra Marco Feliciano e Renan Calheiros. ou a PEC.

Se o governo fosse bobo, não estaria no poder. Aquelas pessoas que estão assistindo a novela, vendo jogo de futebol e agradecendo o Lula e a Dilma pelo Bolsa Família não preocupam a ninguém. Não preocupam ao governo. As pessoas que preocupam o governo são aquelas que querem lutar contra a alienação. E eles sabem que programas de TV e reportagens não resolverão isso. A única coisa que pode ser entregue a esse grupo de pessoas que querem mudar o mundo, é uma causa. Uma causa capaz de acender nessas pessoas o fogo da revolta e então consumir esse fogo por completo.

Um deputado racista e homofóbico seria perfeito para isso. Seria um dedo na ferida capaz de atrair todos os olhares e consumir todas as chamas revolucionárias até que elas parem de queimar. E então essa causa vai perder toda a força. Nenhuma dessas falsas causas termina em alarde, como a grande Revolução Francesa, ou a Revolução Russa, que se tornaram inesquecíveis. Não, essas falsas causas, depois de gastarem toda a energia do povo, acabarão por si mesmas, perderão a força, serão ridicularizadas, serão desmoralizadas, serão esquecidas. Esquecidas até mesmo pelos próprios adeptos.

E é assim que acaba. Foi assim com a SOPA. Foi assim com Renan Calheiros. Está sendo assim com Feliciano e com a PEC.

E no final não há solução. Porque, depois de consumir todo o seu fogo, as pessoas continuam sem saber o que é que está errado.


As pessoas permanecem em silêncio, porque não sabem o que falar.





Texto escrito para o Céu Literário. Outros textos sobre silêncio: Vitor VallomborosoHuirian,  Huirian,  Amanda,  FelipeMara e Dora
Esta Carta pertence à coluna Mais de Mil Cartas Antes de Dormir

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Por que o ambientalismo é uma mentira?




Não, não estou aqui para despejar teorias de conspiração Illuminati, Coca-Cola do diabo, Xuxa vendendo alma, bruxaria em Harry Potter, Nova Ordem Mundial, chips do demo, triângulo das bermudas, o fato de ser 19:19 e alguém estar pensando em mim... não.

Tudo o que vou expressar agora é um raciocínio. O meu raciocínio. E se o seu é diferente e destrói completamente todos os meus argumentos, eu ficarei muito frustrada se você expor, mas reconheço a importância disso. Ou seja, se você tem argumentos que refutem o que vou apresentar aqui, exponha-os.

Mas vamos ao ponto que realmente interessa: o ambientalismo. Uma mentira. Uma farsa. Uma enganação. Caralho, por quê? O clima não tá esquentando? Os níveis dos mares não estão subindo? As geleiras não estão derretendo? Espécies não estão entrando em extinção? O ecossistema marinho não está sendo comprometido? E não só o marinho, mas na verdade todo o ecossistema? As florestas não estão sendo desmatadas?




Não vou responder a essas perguntas. Não é essa a questão que quero abordar. Não falarei sobre o meio ambiente, falarei sobre o ambientalismo: a política de proteção ao tal meio ambiente.

Mas Érica, meu morango do Nordeste, pessoas que defendem a natureza são pessoas boas! Elas se preocupam com o planeta, elas abraçam árvores e fazem xixi no banho!

Não, eles não são pessoas legais e não se preocupam com o planeta. Não sei a respeito do banho, mas... bem. Vamos falar da água e ter uma breve aula de química e física. Há diversas campanhas sobre a economia de água, sobre a água potável estar tão escassa, sobre como os rios que sobraram estão poluídos e os seres humanos tem que se virar com os 0,01% de água que ainda dá para beber. Aprendi isso no ensino fundamental e, caramba, como esquecer algo tão fatal? Eu era uma criança assustada, mas uma criança inteligente. Eu pensava: mas a água não evapora? E ontem me peguei pensando na questão que eu levantava na infância e resolvi desenvolvê-la.

Vamos falar de moléculas. A molécula da água é o H2O, certo? E passa por estágios de estado físico da matéria. Quando a temperatura está de 0°C para baixo, fica em estado sólido (gelo). Quando está aos 100°C para cima, ela fica em estado gasoso (vapor d’água). A gente toma banho, lava o carro, escova os dentes, se molha na chuva etc. com a água entre 0°C e 100°C, quando ela está em seu estado líquido. Então essa água vai para o ralo, depois para o esgoto. Mas espera aí: a água evapora!

Quando você vê alguém lavando o carro com a mangueira, por exemplo, se lembra de todas aquelas campanhas sobre lavar o carro com um balde para economizar água. Então a água escorre pelo chão da calçada dessa tal pessoa, ficam algumas poças por algum tempo e, milagrosamente, quando você passa por lá novamente mais tarde, a água já sumiu!

Como, meu Deus? Ela evaporou? Mas não estamos a 100°C! A ciência não pode explicar isso, só pode ter sido Hydros, o deus da água!

Acontece que diversos fatores fazem a água evaporar, não apenas a temperatura. Se você presta atenção nas suas aulas química e física de ensino médio, vai estudar sobre pressão, influência dos ventos, termodinâmica ou física molecular. Enfim, assim como você não precisa colocar fogo em seu quintal para a roupa no varal estar seca ao fim do dia, você não precisa presenciar uma chuva de fogo para a água que aquele cara usou para lavar o carro também seque. E secar não é o termo correto, como assim secar água?

Enfim, a água secou, você vai pensar. Porque o canalha usou a água que poderia ter sido usada para outra coisa. Ele gastou a água e a água está acabando por causa do desperdício! Ou pelo menos foi isso que você aprendeu. Perdoem-me o caps lock a seguir, mas era isso ou gritar. Enfim...

A ÁGUA NÃO TÁ ACABANDO, CARALHO! NÃO TEM COMO ACABAR COM A ÁGUA ASSIM, SÓ USANDO ELA!

Você precisa desintegrar as moléculas para acabar com a água. Uma outra lição de química (professores de ciência, eu sei que eu não parecia prestar atenção, mas secretamente prestava): quando a água evapora, ela costuma evaporar no seu estado mais puro.  Não leva consigo o que está misturado a ela. Esgoto, terra, veneno... nada dessas sujeiras evaporam junto com a água. Ela evapora e vira chuva e por isso a chuva é tão limpa e não tem xixi nela.



Tomar banho, beber água, escovar os dentes, lavar o carro... Nada disso compromete as moléculas da água, é preciso muito mais que isso para ter, por exemplo, uma chuva ácida. Então, quando você usa e gasta a tal água potável que chega a suas torneiras, ela simplesmente desce pelo ralo, segue seu destino, evapora, vira chuva, cai no rio, vai para a represa, passa pelas estações de tratamento, chega até sua casa, você usa, ela segue seu destino, evapora, vira chuva, cai no rio... e assim por diante.

Esse é o ciclo da água! Ela não está acabando! Se você demorar apenas cinco minutos no banho, não estará economizando água para as futuras gerações, estará economizando, no máximo, tempo e energia elétrica. E dinheiro, hm. Pagar pra ter água, que interessante...

Pagar, pagar, pagar! Uma palavra chave. Porque você vai me perguntar: por que, então, eles enganam a gente falando que a água vai acabar se não escovarmos os dentes com um copo de 200 ml?

Dois motivos: lucro e distração.

Enquanto você está aterrorizado com a ideia de que seus netos terão que viver sem água e sem ar (hã?), as grandes corporações continuam lucrando a suas custas.

Vou explicar. O grande problema da água é a poluição dos rios, problema que é culpa de alguém. Não sua, nem minha, mas de fábricas, indústrias, minas, fazendas... enfim, culpa de gente rica. Mas ninguém faz campanha “não jogue os dejetos de sua indústria nos rios”, faz? Porque é assim que a mídia funciona: um número limitado de pessoas faz a mídia, um número limitado de pessoas tem o controle (assunto que abordarei no próximo texto) e um número limitado de pessoas é um número de pessoas que pode ser comprado. Compra-se a mídia e não é você que se beneficia com isso. Ocultando quem de fato são os poluidores, jogando a culpa na população. Parem de andar de carro, parem de dar descarga, parem de jogar lixo no chão... Ok, jogar lixo no chão é errado mesmo: é feio, entope a cidade, causa um problema com enchentes... enfim, muito anti higiênico. E o grande fluxo de carros emite poluentes, mas dá lucro às empresas, então quem sou eu pra falar alguma coisa?



Voltando ao assunto: a culpa não é sua. Não é você quem faz queimadas, não é você que deixa vazar toneladas de óleo nos oceanos, não é você que faz os ursos polares ficarem pretos, não é você que está ameaçando o ecossistema, não é você quem polui os rios, não é você que causa as catástrofes naturais. São eles que fazem isso: donos de empresas corporativas, grandes empresários, políticos a serviço dos empresários. São os que tem dinheiro para comprar o perdão da culpa de deixar tudo como está.

Mas por que fazer isso? Qual é o lucro em questão?

Primeiro, ser deixado em paz. É importante que você não saiba o que eles estão fazendo. Importante que não veja a grande parcela de culpa que eles tem. E no fundo você sabe. As pessoas sabem que alguma coisa está errada, mas não sabem onde. Por isso tantas teorias de conspiração e coisas do tipo. Acontece que falta ver que essa coisa que está errada vem do que você aprende, no que você assiste...
Assim, deixados em paz, a liberdade de produzirem o que quiserem e como quiserem é deles. Produzindo muito, vendem muito e você compra o que vendem. E eles então lançam produtos sustentáveis. Ah, os produtos sustentáveis! Vão de embalagens em refil a casas de madeira com telhado branco e painéis de energia solar. Não são maus produtos, vem de ideias interessantes, mas são caros. Papel reciclado é mais caro. Aparelhos eletrônicos que economizam energia são mais caros. Carros elétricos são mais caros. E então você compra as coisas mais caras.



Compreende o raciocínio? Não importa o carro que você tem, porque ele polui e então você deve comprar outro que não polui. Mas daqui a alguns anos haverá algo a ser apontado em seu carro não poluente, talvez produção de poluição sonora ou qualquer coisa do tipo, e então você terá de comprar outro carro. Você tem que comprar várias vezes a mesma coisa. E assim eles lucram, lucram, lucram...
 
Você compra coisas com embalagens de plástico, compra produtos de beleza, compra comida. Isso são coisas importantes de se ter, a comida principalmente. Eles sabem que são necessários e isso os torna ainda mais poderosos e mais ousados, porque você acha que depende deles.

Não descarto nem acato a hipótese do aquecimento global. Acompanho todos os pontos de vista que consigo acompanhar sobre o futuro do planeta. Sim, o ser humano causa danos, mas esse ser humano não é você, porque você é insignificante demais para isso. Você não está ajudando o planeta se deixar de lado seus hábitos de higiene de lado, então, por favor: usem a porra da água!



Observações:
Um ponto que meu amigo Ian ressaltou: a densidade da água. O que a pessoa faz com a água não altera a molécula, mas altera a densidade, o que interfere na mudança de estado físico. Trocando em miúdos: água suja é mais difícil de secar.
Outro ponto: a água sobe limpa, mas quando desce pode não estar tão pura assim. Motivo? Poluição. A poluição pode contaminar a água lá em cima.


Aqui vai uma imagem que ilustra bem o quanto de água você inevitavelmente consome.
(Clique na imagem para visualizar melhor)



Sobre a Autora:
Érica PradoÉrica Prado tem 17 anos, gosta de coisas fáceis tipo miojo, física, literatura e mudar o mundo.

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