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sábado, 13 de julho de 2013

sobre cafés, amores e cigarros



o que te trago dessa vida louca
são amores e um café, se quiser pôr.
o que trago é cigarro na boca,
mas também te trago sem pudor.

o que te trago nessas noites quentes
é qualquer sentido vago de razão
de corpo frio pr’um corpo ardente
repleto de palpáveis emoções

o que te trago, meu bem
é tudo que vi nessa vida
são coisas mil, tudo aquém
de nossa velha paixão abstraída:

descobri que a vida não pararia
a cada vez que quebrassem meu coração
mas tudo bem, percebi em meio a solidão
que é preciso perder amores, pra ganhar poesias;

é que sempre achamos que vamos ter mais tempo
que o passar dos anos vai ser mais lento
mas a vida surpreende e aí o tempo acaba, assim: do nada;

o amor é o ridículo da vida, minha menina
o (des)amor é o mesmo pierrot
que chora de amores pela sua colombina
mas quem vai entender o pierrot?
quem vai um dia compreender as razões do amor?

o amor é o mau que consome, o amor é perigoso
é o sentimento mais puro e também venenoso
- mas não faz mal, morro, mas morro te amando
esse peito, que não é meu, mas segue pulsando -;

às vezes se perder,
sem saber o porquê
se mostra uma bênção
que foge à razão

só não sei, se te perder,
se me embriagar na solidão
me é o bem ou maldição...
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

Huirian Suzin disse...

Imagino sua inspiração, gostei.