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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Avalanche



A neve não vem do nada

Dizem que na vida real não existem mocinhos ou vilões. Acredito que quem disse isso pela primeira vez ficou realmente impressionado com a contagem de merdas que já tinha feito na vida. Mas o ponto é que, no fundo, compreendo a essência disso. Não que eu  me impressione com as minhas falhas, mas sem dúvidas elas vieram dos erros que algumas pessoas cometeram em relação a mim antes. Eles vacilaram comigo, me abandonaram e agora me subestimam. Não que os erros deles anulem os meus, mas de certo modo, gosto de pensar que os torna legítimos.

E mesmo que destrua tudo,

Sempre gostei do frio, se contrapõe à minha alma, sempre tão quente quanto ela pode ser e ainda me faz sentir mais limpa. Mas não gostava de neve, meus pais não me deixavam sair na neve e eu detestava ficar presa em casa. Detestava a neve até os 13 anos, quando assisti um documentário na televisão com cenas de avalanches. Fiquei fascinada, claro.
Dois anos mais tarde quase todos os dias costumava dizer que a vida havia me atingido como uma avalanche. O problema é que esses dois anos mais tarde foram a dois anos atrás. Com 15 anos ainda devia ser uma garotinha, com seus dramas e seus mimos, uma princesa. Mas muitas coisas acontecem em dois míseros anos. E "princesas" mimadas não cuidam de corpos mortos. Eu me tornei a Avalanche.


Não se pode parar uma avalanche.




*Continua ....
                                                                                                                                                                                  (Continua?)


Comentários
1 Comentários

Um comentário:

érica Prado disse...

continua sim *-* que coisa mais linda e perfeita