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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

solidão que nada


somos ondas 
somos sondas 
estamos sós 
somos nós 
nós da gravata 
nós na calçada a fitar o céu 
e eu a olhar o seu 
sorriso que atropelava o meu 
casava tua boca na minha e só-ria 

quietude 
plenitude 
silêncio. 

silêncio 
movimento. 

silêncio. 

é preciso ser imenso para ser só. 
é preciso ser como o mar para amar 
e deixar partir, sem sentir dó(r). 

é preciso ser como o mar. 

ser imenso e ainda caber
no vazio da imensidão 

é preciso ser como o mar e 
saber que o (a)mar é solidão.
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1 Comentários

Um comentário:

érica Prado disse...

"nós na calçada a fitar o céu
e eu a olhar o seu
sorriso que atropelava o meu
casava tua boca na minha e só-ria "

não canso de dizer o quanto é perfeito *-*