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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sobre humanas (d)e asas

Sobre humanas (d)e asas



Amanheceu feliz, sem olhar no calendário. Não precisava, não hoje. Ela sabia exatamente que dia era, pois fizera contagem regressiva durante três estações. Era o dia de reabrir as janelas, de jogar as tralhas fora!

Oh sim, abençoado dia! Dormiu nua, ainda que estivesse frio. Sabia que acordaria aquecida. Não levantou da cama, não. Voou direito pro jardim. Não pensem que era uma fada, não. Era uma humana, dessas com asas.

Asas que só funcionam neste maravilhoso tempo que se iniciava, assim como humanas com asas. Sentiu o doce pólen, das tímidas flores que despontavam, grudar em sua pele crua, e compartilhou das cores de todas elas.  Se banhou, se vestiu de suas exuberantes cores.

            Tomou para si os mais doces aromas, e fez o toque da sua pele tão suave quanto o das pétalas das rosas ali presentes, e quanto aos som das asas... Era tão brando qur só poderia ouvir aquele que conseguisse a degustar. Só aquele que conseguisse degustar aquela flor, poderá saber o verdadeiro sabor da entrada da primavera, mas ninguém pode...

              Texto feito para o "Céu Literário", cujo tema do mês era mudança de estação.  Confira um poema sobre o outono aqui, sobre a frieza da guerra aqui, ou ainda sobre a morte, aqui. E se for blogueiro, pode se juntar a nós aqui.

Comentários
1 Comentários

Um comentário:

Huirian Suzin disse...

muito bom esse texto!
fala sobre uma garota apaixonada?