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sábado, 10 de agosto de 2013

Felicidade




feliz pela cidade
minha felicidade
se ergue como arranha-céus
traça linhas, risca papel.

contente, abro meu coração
como quem limpa a casa
para receber a visita tão esperada
ou para uma comemoração.

apronto a mesa,
ponho meu amor
de sobremesa,
se quiser.

felicidade é morrer:
morrer de rir,
rir até cair,
cair no chão.

é tropeçar em si mesmo,
é de tudo rir, sem razão
felicidade é andar na contramão

é dançar com a solidão
e só assim não se sentir só
é correr e desatar o nó
é nascer das cinzas, do pó.

é apertar o passo,
é o calor de um abraço.
é esquecer quem um dia
nos fez tão mal. 

é enxergar os navios invisíveis
que no céu, puxavam nuvens.

é atrapalhar o tráfego
é se sentir o máximo
é simplesmente ser
e não ter a dor de (in)existir
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

Huirian Suzin disse...

Bonito, empolgante como uma brisa de fim de tarde

Gilson Santiago disse...

Poético isso, Huirian. Felicidade é ler comentários assim. Muito obrigado!